SMASDH realiza parcerias e crianças refugiadas tem acesso ao lazer, entretenimento e cultura

Criança quer brincar, correr, aprender e crescer livre de rótulos ou medos. A Copa dos Refugiados 2018 preparou um dia especial para que crianças refugiadas e suas famílias fossem até diversos pontos do Rio de Janeiro onde puderam participar de atividades recreativas, educativas e cheias de surpresas.

As crianças foram divididas em grupos, e com isso puderam conhecer diferentes locais do Rio de Janeiro. Os parceiros da SMASDH e da Copa dos Refugiados que proporcionaram as atividades foram ao Parque Hot Zone, AquaRio, Museu da República e a Fundação Casa Rui Barbosa.

Cerca de 40 convidados foram ao Museu da República, no Catete.  Apresentação teatral, história do Brasil contada e oficinas de literatura e colagem entreteram as crianças e possibilitou que elas tivessem uma tarde cheia de alegria e liberdade para a imaginação.

Os sorrisos nos lábios dos meninos e das meninas ao correr pelo parque criaram um sentimento de esperança, que é reforçado pelo trabalho de pessoas como a agente de integração, a congolesa Mireille, que trabalha há três anos na Caritas-Rj, por meio de atividades para as crianças e jovens que propiciam o acesso à cultura e à diversão.

“Eu atuo na Caritas fazendo uma ponte entre essas crianças e jovens ao nosso país. Sou tradutora e por isso ajudo muitos a se comunicarem, e com isso facilitar o processo de adaptação à nova cultura. Trabalhar com crianças é muito gratificante, pois elas são o futuro” — afirmou Mireille, que também falou sobre seu carinho e amor em lidar com crianças refugiadas.

“As crianças saíram de seus países de formas muito agressivas, viram seus familiares sofrerem e lidaram com essa realidade sem nem mesmo saber o que significava. Porém, aqui elas têm a esperança de um novo futuro reforçada. Sou refugiada e tenho muita alegria em poder receber meus irmãos de braços abertos. Trabalhar com crianças é a melhor coisa do mundo“.

No final do passeio, as crianças foram surpreendidas pelo presente preparado pelos alunos da rede municipal de ensino Escola Maranhão e Escola Senegal. Cartas com desenhos e frases de carinho foram escritas de crianças para crianças.

Por mais que algumas não entendam a importância desse ato, até pela pouca idade, os pais das crianças com certeza foram impactados, pois ficaram felizes e até emocionados. Os adultos em questão enxergam esse ato como aceitação, que muitos não obtiveram ao chegar no Pais, e agora veem seus filhos com uma chance de escreverem uma história sem um início de dor.

“A proposta de participar da Copa dos Refugiados, por meio do trabalho com as crianças, é algo irrecusável, e está diretamente ligado com os propósitos da administração do museu que temos. O museu está focado no trabalho ligado aos direitos humanos, e para isso podem contar conosco sempre — comenta Mário Chagas, diretor do Museu da República.

Estiveram presentes no dia da recreação das crianças o diretor do Museu da República, Mário Chagas, a presidente da B’nai B’rith da divisão loja Albert Einstein, Patrícia Tolmasquim, a coordenadora-geral da Trípoli Cultura, Muna Omran. Além dos artistas da Czartes, Rita Grego e César Valentin, além da contadora de histórias do Grupo Tapetes Contadores, Rossana Reategui.

 

Coordenação de Comunicação da SMASDH

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