Seleção de Angola vence a Copa dos Refugiados 2018 no Rio

Secretário João Mendes de Jesus entrega o troféu à campeã Angola e afirma que os refugiados merecem oportunidades e serem tratados com dignidade e respeito

A seleção de Angola mostrou logo no primeiro jogo que não estava para brincadeira ao derrotar a Venezuela por cinco a zero na Copa dos Refugiados 2018, realizada ontem, no campo do Centro de Futebol Zico (CFZ).

O time chegou à final da competição conquistando o torneio ao vencer a Colômbia por três a zero,  bem como recebeu a taça de campeã das mãos do secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, João Mendes de Jesus.

“O torneio foi excelente tivemos como mostrar nosso futebol” – afirmou Emanuel Cordeiro, um dos artilheiros do time de Angola. Apesar de ter sido derrotado, o time da Colômbia mostrou um belo futebol, mas sem chances diante da arrasadora e rápida Angola.

Em terceiro lugar ficou a seleção da Síria e em quarto a equipe da Guiné Bissau. O sucesso da Copa dos Refugiados empolgou tanto que, em 2019, será  realizado novamente no Rio de Janeiro.

“Esse torneio certamente sensibilizou os cariocas para a situação dos refugiados, que enfrentam grandes dificuldades saindo de seus países de origem. Esse torneio mostra também que devemos abraçar a causa dessas pessoas, recebendo todos aqui no Brasil e dando a eles as condições para que possam ter uma nova vida em nosso país” – disse o secretário João Mendes ao anunciar a realização da Copa no Rio em 2019.

Na mesma direção  do secretário foi Jean Katumba, presidente da ONG África do Coração e um dos coordenadores do evento. “Estamos muito felizes com a realização da Copa aqui no Rio e mais ainda sabendo que no próximo ano teremos mais uma etapa realizada aqui” – afirmou Jean Katumba, presidente da ONG África do Coração.

Segundo ele, a parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SMASDH) foi de grande importância, não só para a realização do torneio, mas também para dar visibilidade às necessidades dos refugiados em relação à obtenção de documentos e assistência social recebida por eles ao chegar ao País.

No fim dos jogos, as equipes melhores colocadas receberam medalhas e troféu, cantaram e comemoraram, em uma solenidade onde a palavra de ordem foi a alegria, a confraternização e a certeza de que o mundo tem de ser melhor para as pessoas.

A luta por uma sociedade democrática, com tolerância, igualdade de oportunidades e respeito às diferenças e diversidades, o que foi comprovado pela leitura de carta de estudante aos jogadores da campeã Angola, que neste momento representaram todos os imigrantes e refugiados, que vivem no Rio de Janeiro e no Brasil.

A Copa dos Refugiados teve oito seleções com cerca de 120 atletas disputando o título de campeão. A competição realizada no Rio de Janeiro foi a quinta etapa do torneio, que também já teve edições organizadas em Porto Alegre e São Paulo.

Coordenação de Comunicação da SMASDH

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